Fechamento de plataformas de petróleo em Sergipe movimenta mais de U$ 2,5 bilhões
Até o ano de 2035, 26 unidades que ainda estão no litoral já devem ter encerrado as atividades.
Por g1 SE e TV Sergipe
24/02/2026 20h54 Atualizado há 9 horas
- A Petrobras desativará 26 plataformas de petróleo em águas rasas no litoral sergipano até 2035, encerrando a produção iniciada em 1970.
- O processo de descomissionamento, que começou em 2021, movimenta cerca de US$ 2,5 bilhões e emprega 430 profissionais diariamente.
- A interrupção da produção em águas rasas abre caminho para Sergipe focar na exploração de petróleo em águas profundas.

Fechamento de plataformas de petróleo em Sergipe movimenta mais de U$ 2,5 bilhões
Até o ano de 2035, as 26 plataformas de petróleo que ainda estão no litoral de Sergipe devem ser desmontadas. Esse processo, de acordo com a Petrobras, movimenta cerca de U$ 2,5 bilhões.
Além dos recursos financeiros, a descontinuação das estruturas, que foi iniciada no ano de 2021 após a Petrobras decidir suspender a produção de petróleo em águas rasas, demanda cerca de 430 profissionais de diversas áreas diariamente.
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“Temos que ter uma integração muito grande de todas as tarefas e isso requer um ajuste fino de logística, para garantir que as pessoas estejam nos lugares certos, na hora certa e com o material necessário”, explicou o gerente de descomissionamento da Petrobras, Harlen Dantas.
Das 26 plataformas do estado, apenas uma ainda possui a estrutura necessária para que os profissionais consigam atuar por vários dias. O processo de desmontagem das demais utiliza protocolos internacionais de segurança e conta com a participação de diversas empresas para ser concluído.
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Plataforma de petróleo em Sergipe — Foto: Jeová Luiz/TV Sergipe
Produção de petróleo em Sergipe
Em 1970, o estado foi o primeiro a ter uma plataforma de exploração de petróleo no mar no país. E por cerca de 50 anos produziu petróleo, alcançando auge da produção no ano de 1977, com mais de 52 mil barris de petróleo por dia.
O processo de interrupção da produção, fechamento de poços e desmontagem das plataformas é chamado de descomissionamento, que acontece porque a Petrobras entendeu que não era mais viável estrategicamente manter a produção em águas rasas no estado.
Atualmente, Sergipe se prepara para uma nova etapa, com um projeto da Petrobras para exploração de petróleo em águas profundas.