UFS desenvolve procedimento até 90% mais barato para reconstrução de cascos de jabuti
Um dos casos mais emblemáticos acompanhados pela equipe é o da jabuti conhecida como “Rosinha”, que está em tratamento há cerca de três anos.
Por g1 SE
10/03/2026 18h53 Atualizado há 13 horas
- Uma equipe do hospital veterinário da Universidade Federal de Sergipe (UFS) conseguiu realizar um procedimento com enxertos para recuperação de lesões em cascos de jabuti.
- A utilização das lâminas sintéticas iniciou em 2018 e alcançou sucesso com 80% a 90% de redução do custo quando comparado a métodos mais tradicionais.
- O primeiro paciente da equipe foi um jabuti-piranga atropelado por um trator de cerca de três mil quilos. O animal teve a carapaça praticamente rachada ao meio.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/J/3/j19jPKTbi0SCI27E6kMA/imagem-g1-2026-03-10t181212.365.jpg)
UFS desenvolve procedimento até 90% mais barato para reconstrução de cascos de jabuti. — Foto: UFS/Reprodução
Uma equipe do hospital veterinário da Universidade Federal de Sergipe (UFS) conseguiu realizar um procedimento com enxertos para recuperação de lesões em cascos de jabuti. A utilização das lâminas sintéticas iniciou em 2018 e alcançou sucesso com 80% a 90% de redução do custo quando comparado a métodos mais tradicionais, segundo o professor Departamento de Medicina Veterinária, Victor Fernando Santana.
O primeiro paciente da equipe foi um jabuti-piranga atropelado por um trator de cerca de três mil quilos. O animal teve a carapaça praticamente rachada ao meio, o que motivou os pesquisadores a buscar alternativas, chegando a essa versão com possibilidade de atender espécies adultas e jovens.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp
Além da flexibilidade e do baixo custo, o material utilizado é considerado atóxico e impermeável, o que ajuda a proteger a carapaça contra infecções. A equipe também trabalha no desenvolvimento de novas placas que possam incluir medicamentos para potencializar o processo de cicatrização.

Veja os vídeos que estão em alta no g1
O hospital veterinário da UFS mantém parcerias com órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), que encaminham animais silvestres para tratamento.
Caso Rosinha
Um dos casos mais emblemáticos acompanhados pela equipe é o da jabuti conhecida como “Rosinha”, que está em tratamento há cerca de três anos. De acordo com o médico veterinário João Victor, o animal sofreu queimaduras de segundo grau que provocaram a perda de placas córneas e ósseas da carapaça, deixando tecidos internos expostos.
O tratamento envolve manutenções periódicas na estrutura aplicada sobre o casco, geralmente a cada seis meses ou um ano. Segundo o veterinário, o material apresenta alta durabilidade e boa adaptação ao crescimento do animal.
“Ele oferece resistência ao dano físico, mas também flexibilidade, se adaptando ao crescimento do animal sem prejudicar a anatomia do casco. Além disso, tem baixo índice de rejeição e custo muito menor quando comparado a outros procedimentos”, destacou.
Os pesquisadores também têm compartilhado os resultados da técnica em congressos e publicações científicas. Segundo a equipe, o método já começa a despertar interesse de outras instituições e pode contribuir para ampliar o tratamento de quelônios feridos em diferentes regiões do país.