Público invade perfil do Circo Voador e pede cancelamento do show de Ed Motta: ‘Não respeita a diversidade’
Cantor está envolvido em uma polêmica após confusão num restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio
Por Extra
13/05/2026 04h10 Atualizado há 2 horas
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O cantor Ed Motta se envolveu numa confusão num restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, e ele está sendo investigado por injúria por preconceito contra um funcionário do local. O artista teria chamado o rapaz de “paraíba”. O caso não pegou nada bem e o público tem pedido o cancelamento do show do cantor que está previsto para o próximo dia 29, no Circo Voador, na Lapa, Zona Central do Rio.
- Acusado de xenofobia em restaurante, Ed Motta comparece à polícia, nega preconceito e diz ter ‘amplo respeito pelos nordestinos’
- ‘Vou embora antes que faça alguma coisa com um desses paraíbas’: funcionário de restaurante acusa Ed Motta de preconceito
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Nas redes sociais a casa de shows, internautas deixaram diversos comentários reprovando a apresentação de Ed. Alguns dos protestos começou com o ator Marcelo Serrado. “Leva a rolha?!”, escreveu. Outra artista que se posicionou contra foi Astrid Fontenelle. A apresentadora reforçou a quantidade de comentários na página: “Que unanimidade!”. Maríana Belém, filha de Fafá, também ironizou: “Pra ver sentado numa cadeira feita de rolhas”.
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AJuliaCosta, Benzadeus, Maui, Abel e Benício são alguns dos representantes
O público também endossou o coro na reprovação da apresentação de Ed depois das acusações. “Cancela a programação do dia 29. Quem não respeita os diversos povos do nosso país, não tem direito de se apresentar aqui”, pediu uma internauta. “Uma dúvida, espectadores que são do Nordeste, especialmente do Estado da Paraíba, serão bem-vindos?”, questionou outro. “Vai ter show de gente preconceituosa, xenofóbica e que maltrata trabalhador?”, escreveu mais uma.
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Injúria por preconceito
O barman do estabelecimento prestou depoimento à Polícia Civil na última sexta-feira, sobre a confusão envolvendo o cantor Ed Motta e amigos, na madrugada do último dia 3, no estabelecimento. Na condição de vítima, ele acusou um advogado que estava à mesma mesa do artista de homofobia. A briga, motivada por um desentendimento em torno da cobrança da taxa de rolha, é investigado pela 15ª DP (Gávea).
Ainda em depoimento, o funcionário acusou o cantor Ed Motta de xenofobia. Em meio à confusão, o artista teria dito “vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas”.
Ao deixar o local, teria acrescentado: “Cambada de paraíba”. E, direcionando-se novamente para o funcionário, teria disparado: “Vai tomar no c*, seu filha da p*tá paraíba”.
O barman informou ainda que não foi a primeira vez que foi insultado por Ed Motta. Em outras ocasiões, declarou, o cantor o teria xingado de “babaca” e “cara de bunda”. O funcionário disse quando que nunca revidou as ofensas e que acredita que o artista tenha, “nitidamente”, a intenção de prejudicar seu trabalho.
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O funcionário contou que o cliente fez algumas perguntas, como quantos anos ele tem de casa e seu time, ao que o barman teria respondido que trabalha no local há sete anos e que não tem clube de preferência. Em seguida, segundo o depoimento, o advogado teria questionado, em tom irônico: “Você gosta de mulher?”. Nesse momento, a vítima conta que ficou constrangida com a situação.
Nesse mesmo caso, o suspeito responde por lesão corporal. Ele é investigado por desferir socos e arremessar uma garrafa de vidro de 1,5 litro em direção a outro cliente.
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Entenda o caso
Ed Motta teria feito as ofensas contra nordestinos durante a confusão envolvendo ele próprio e amigos no restaurante Grado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. O episódio terminou com agressões físicas, arremesso de objetos e um cliente ferido na cabeça após ser atingido por uma garrafa de vinho.
A discussão começou após o grupo questionar a cobrança de taxa de rolha, valor pago para consumir vinhos levados pelos próprios clientes. Ed Motta estava acompanhado de amigos e o grupo levou sete garrafas de vinho ao restaurante. Cinco foram consumidas. A conta ultrapassou R$ 7 mil.
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De acordo com os responsáveis pelo Grado, o cantor normalmente não paga taxa de rolha quando frequenta o restaurante sozinho, como forma de cortesia, mas sabia que a cobrança é aplicada quando está acompanhado e mesmo assim reagiu de maneira agressiva.
Os donos do restaurante, Nello Garaventa e Lara Atamian, já haviam afirmado em nota que houve “condutas discriminatórias” durante a confusão.
“As agressões incluíram xingamentos, referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações sobre orientação sexual e vida privada”.
Segundo testemunhas e relatos encaminhados à polícia, Ed Motta também arremessou uma cadeira no salão antes de deixar o restaurante.
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Em conversa com O GLOBO, à época do ocorrido, o cantor reconheceu que se exaltou, mas negou ter jogado a cadeira contra funcionários.
“Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso”, disse.
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