Saúde

SMS divulga balanço de ações da campanha “Aracaju Unida contra o Aedes aegypti”


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Durante toda a semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) envolveu todos os seus profissionais para a mobilização da campanha “Aracaju Unida contra o Aedes aegypti” e também promoveu ações em diversos locais da capital sergipana, para que todos estejam envolvidos no combate ao mosquito que transmite a Dengue, Zika Vírus e a Chikungunya. Nesta quarta-feira, 27, a Diretoria de Vigilância em Saúde da SMS divulgou o balanço das ações realizadas durante a campanha.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Tereza Cristina Maynard, a campanha serviu como um marco para envolver e sensibilizar toda a população aracajuana no combate ao Aedes aegypti. “Nós iniciamos a campanha pedindo a colaboração dos taxistas, fomos em diversos locais de movimentação de pessoas, inclusive de turistas, como em rodoviária, aeroporto, Centro e Orla da Atalaia. Fizemos panfletagem nos  principais semáforos da capital, além de ações educativas nas escolas, nas unidades de saúde e nos pólos da academia da cidade. E ainda montamos Stands nos dois shoppings de Aracaju”, afirmou.

Tereza Cristina ainda destacou que diversos órgãos e empresas se mobilizaram para entrar nessa luta de combate ao mosquito. “Tivemos a parceria de supermercados, escolas e do Setransp que, através dos cobradores de ônibus, distribuíram panfletos para a população. Também fizemos a solicitação de inclusão de frase nos rodapés das contas da Deso, Energisa, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Além disso, os Hospitais Municipais, as Unidades de Saúde da Família (USF) e o Hospital São Lucas estiveram com os atendentes usando a camisa alusiva ao tema. Outras parcerias importantes foram com a Cúria, através do bispo D. João Costa, para que todas as igrejas católicas se engajem, e a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), durante as panfletagens. É preciso lembrar que a campanha acabou, mas as ações da prefeitura no combate ao Aedes aegypti não param, inclusive, ainda estamos contando com mais parceiros que estão dispostos a nos ajudar nessa luta contra o mosquito”, frisou.

Outra ação desenvolvida durante a campanha foi a realização de borrifação em toda a área de hotéis e restaurantes da Orla da Atalaia para eliminar o mosquito adulto com o inseticida. Além da distribuição de panfletos, também foram distribuídos camisas, cartazes e adesivos da campanha.

 

Secretaria Municipal da Saúde distribui repelentes a gestantes

clique para ampliarFotos: Sergio Silva
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Uma das maneiras de precaução contra o mosquito Aedes Aegypti é o uso constante de repelentes. A Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realizou entrega de repelentes às gestantes da Unidade de Saúde da Família (USF) Dona Jovem, localizada no Bairro Industrial.

Antes da entrega dos repelentes foram realizadas palestras educativas sobre o assunto para alertar as gestantes sobre como prevenir-se contra o mosquito. Os mesmos estão sendo entregues nas 43 unidades de saúde do município de Aracaju. Segundo a equipe, o uso do repelente não é proibido para gestantes, o indicado é que se utilize de acordo com as normas prescritas nos rótulos do produto. Os repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo.

“Já temos cerca de 1.600 gestantes cadastradas que irão receber os repelentes mensalmente. As que ainda não fizeram cadastro e nem tem acompanhamento, devem procurar a Secretaria de Saúde para que possamos ajudá-las e orientá-las. Essa é uma ação que definimos logo quando começou essa epidemia de microcefalia e agora nós estamos colocando em prática”, afirmou a assessora de Comunicação da Saúde, Alexandra Brito.

Para a supervisora da Unidade, Rute Pereira, essa é uma forma de prevenir e preparar as gestantes para o parto. “Nós realizamos constantemente aqui na unidade palestras para orientar as mães de como combater a dengue, zika e chikungunya. Nós também queremos prepará-las para o tempo de gestação, para que não se torne um processo traumático para elas. Hoje, nós temos uma preocupação maior com essas doenças e estamos fazendo essa entrega de repelentes para melhor ajudá-las a não contrair as doenças”, explicou.

“Essa ação aqui da unidade vai me ajudar bastante. A palestra foi muito esclarecedora e de suma importância. Estava com várias dúvidas e elas foram esclarecidas. Estou com seis meses de gestação e estou fazendo o máximo para prevenir a mim e meu bebê dessas doenças”, disse a gestante Sheila Souza.

“Eu acredito que vai contribuir bastante para amenizar os casos de dengue por aqui. O pessoal aqui da unidade tem realizado um trabalho muito bonito com a gente e tem nos alertado para nos prevenirmos das doenças. Já estou cadastrada e todo mês irei receber um repelente, isso é bom demais. Quero mais saúde para mim e meu filho” comemorou Patrícia Graziela, gestante de 3 meses.

 

Médicos da Rede Municipal participam de encontro sobre Microcefalia

clique para ampliarMédicos durante o encontro.
clique para ampliarEmerson Santana Santos.
clique para ampliarRaulinna Gomes.

No Bloco F da Universidade Tiradentes, profissionais técnicos, pediatras e clínicos gerais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) se reuniram para discutir as diretrizes relacionadas à Microcefalia, ao Zika Vírus e pormenores relacionados ao mosquito Aedes aegypti. Na ocasião, o médico geneticista Emerson Santana Santos palestrou sobre a doença, detalhando nuances baseadas em suas pesquisas ao longo de quase 20 anos de estudos no assunto.

“Existem diversos fatores que implicam no nascimento de crianças com Microcefalia, entre os quais, a genética, consumo de álcool (durante gravidez), consumo de medicamentos, parentesco entre o casal, idade da mulher. Sempre existiu Microcefalia, só que relacionada ao Zika Vírus é um algo novo e que estamos analisando, porém, já sabemos que o Zika Vírus tem predileção pelo cérebro das crianças”, explicou Emerson.

O médico apresentou um paralelo de anos anteriores, onde o nascimento de crianças com Microcefalia era consideravelmente menor. Em 2010, foram três casos; em 2011, apenas um criança com a doença; em 2012 foram dois casos; em 2013 nenhuma criança nasceu com Microcefalia; em 2014 foram dois bebês. Já de agosto de 2015 (quando surgiu a relação entre o Zika Vírus e a Microcefalia) até o momento já foram diagnosticadas 170 crianças com esse quadro clínico em Sergipe (sendo 42 crianças em Aracaju).

“A Zika é uma doença que atinge todas as classes sociais. Temos que ressaltar que esses bebês (nascidos nesse período de surto de Zika no Brasil) possuem também neuropatias graves e necessitarão de auxílio de diversos profissionais. Eles estão nascendo com má formação no sistema nervoso, luxações nas articulações entre outros problemas motores. Não se trata apenas do tamanho do crânio. Temos que pensar a doença e seu tratamento, nestes casos, como algo mais abrangente”, pontuou Emerson.

O especialista ainda pediu que os colegas médicos tenham um olhar mais ativo em relação ao pré-natal das gestantes. “Temos alguns casos onde a criança apresenta quadro de Macrocefalia durante a gestação, mas que no final, ao nascer, demonstra uma evolução para quadro de Microcefalia. Então, precisamos monitorar e comunicar todo tipo de anormalidade durante o período gestacional, para que tenhamos maior controle sobre o estado destes bebês”, disse.

Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Raulinna Gomes, todo profissional da Rede Municipal deverá comunicar à Secretaria Municipal de Saúde qualquer assunto relacionado ao Zika Vírus. “Temos plantões específicos para atender esses profissionais sobre a doença. Todos os casos suspeitos devem ser notificados, porém, é um desafio para todos nós essa situação devido ao combate em si. Não existe vacina contra as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti; o que temos são medidas exclusivamente baseadas no combate ao vetor. Todo o esforço é para evitar uma epidemia, o que sobrecarregaria todo o sistema de saúde do Brasil. Este encontro tem importância fundamental para que possamos discriminar as informações de forma homogenia entre os médicos”, disse Raulinna.

De acordo com coordenadora do Programa Saúde da Criança e do Adolescente da SMS, Rita Bittencourt, é importante fechar o fluxo de informação para que não exista conduta diferente no trato à questão da criança com Microcefalia. “Em Aracaju, nossa referência para estes bebês está sendo o Centro de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente (CEMCA). Todo caso confirmado de Microcefalia deverá ser notificado na Unidade de Saúde da Família (USFs), onde essa mãe e esse bebê residam, para que, em seguida, comecem os procedimentos especializados. Temos que ressaltar ainda que Aracaju foi a primeira capital do Brasil a ofertar em suas USFs atendimento psicológico para a mãe e para os familiares, que precisarão lidar a partir de agora com uma criança com Microcefalia. Esse fator é importante para a aceitação da doença”, enfatizou.

Para a médica Leslie Cid Castro Bezerra, toda informação sobre o tema é bem-vida. “Como se tornou um assunto muito comentado, já tive acesso a alguns dados, mas essa questão do fluxo, do preenchimento de documentação e contatos para relatar situações eu não sabia. Certamente, este encontro contribuirá para nosso trabalho dentro dos consultórios”, enfatizou.

Confira as unidades de referência em atendimento psicológico para mamães e familiares de crianças com Microcefalia:

USF Augusto César Leite (Rua Elenita Nery Gomes, s/n, Conj. Santa Tereza)

USF Geraldo Magela (Rua Central IV, s/n, Conj. Orlando Dantas)

USF Dona Sinhazinha (Av. Hermes Fontes, s/n, bairro Grageru)

USF Adel Nunes (Rua Hait, s/n, bairro América)

USF Cândida Alves (Rua São João, s/n, bairro Santo Antônio)

USF Porto Dantas (Rua Antônio dos Santos, nº 468, bairro Porto Dantas)

USF Eunice Barbosa (Rua Beira Rio, 92, bairro Coqueiral)

USF Onésimo Pinto (Av. Ayrton Senna, s/n, b. Almirante Tamandaré)


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