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Por que os deputados não obedecem a mãe?


claudioMARUIMA Prefeitura de Maruim, através da Secretaria Municipal de Finanças, realizou no Centro de Qualificação Maria Izabel Barreto, audiência pública para debater as ações para o exercício fiscal de 2016. Na audiência foram apresentadas propostas e as possíveis fontes de recursos com suas variáveis. As aplicações devem compor as Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), fundamentadas no Plano Plurianual (PPA) 2014-2017, e nos artigos 48º da Lei federal nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, e 44º da Lei nº 10.257/2001, que estabelece o Estatuto das Cidades.DINHEIRO

A secretária municipal de Finanças de Maruim, Edla Reis, durante a audiência eu discutiu aplicação de recursos no município, expressou a importância da discussão sobre a iniciativa. “A partir deste expediente discutimos a elaboração das leis orçamentárias com o objetivo de nortear as ações executivas para o próximo ano”, afirmou.

ORÇAMENTO

De acordo com o diretor técnico da CAT-Consultoria, Assessoria e Contabilidade Pública Ltda., José Valmir dos Passos, o orçamento da Prefeitura de Maruim, acolhe as propostas apresentadas e discutidas na audiência. “Cada município tem suas particularidades, por isso esta participação popular é fundamental. A partir desta diversificação do segmento social, as propostas apresentadas representam a realidade próxima do cotidiano dos moradores da sede e dos povoados”, afirmou.

 OBEDIENTE

O deputado estadual capitão Samuel Alves Barreto, PSL, diz que sua mãe lhe pede para abandonar a política e talvez a atenderá, porque é difícil fazer política, uma vez que as pessoas cobram muito e acham que todos são iguais. Não sei quando, mas do jeito que a coisa vai, acho que não vai demorar muito. Samuel anda desencantado com os rumos que a política toma e as administrações públicas.

 DESOBEDIENTE

Luciano Bispo, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, ao ouvir o colega capitão Samuel dizer que, talvez, obedeça a sua mãe e deixe a vida política partidária, comentou: foi a única coisa que eu não obedeci a minha mãe (Maria do Espírito Santo Lima, conhecida como Mariazinha, que morreu aos 94 anos de idade, no dia 13 de setembro de 2011, no Hospital Primavera,  em Aracaju ,SE), que me pedia para abandonar a política. Mas isso está no sangue e a gente não deixa nunca. Capitão Samuel eu lhe desejo que se reeleja várias vezes. Luciano foi prefeito de Itabaiana várias vezes e está no segundo mandato de deputado estadual. É filho do casal Mariazinha e José Bispo Lima (Zezé de Bevenuto), falecido em 8 de novembro de 2015

DISPUTA

A greve do magistério público estadual produziu fatos políticos sindicais importantes. Um grupo ligado a CTB e ao Partido Comunista do Brasil se articula para tomar o Sintese das mãos do PT e aí afastariam Ângela Melo (presidente atual) e os ex-presidentes Joel Almeida e o vereador Iran Barbosa, PT, como a deputada estadual Ana Lúcia Menezes, PT, que dá suas forças e vida pelo sindicato, como uma guerreira na frente do campo de batalha na defesa dos interesses dos mestres e por um ensino de qualidade.

MAIS FOGO

Na guerra pelo comando do Sintese pode entrar uma corrente do PSOL, ligada a ex-candidata ao Governo do Estado, professora Sônia Meire, da Universidade Federal de Sergipe. Este segmento está disposto a bater chapa contra o pessoal do PCdoB e CTB nas próximas eleições do Sintese.

JACKSON

O que se comenta nos bastidores é que o governador Jackson Barreto de Lima, PMDB, não engole a atual direção do Sintese, que sustenta uma greve de várias semanas, reivindicando os direitos dos professores, que são solapados pelo Estado, vai colocar combustível para que o PCdoB tome o Sintese e ai JB poderá manipular o sindicato, tendo-o como seu braço sindical.

ILEGAL

A declaração da ilegalidade da greve dos professores, que fizeram manifestação na porta do Tribunal de Justiça, na Praça Fausto Cardoso, enquanto os desembargadores decidiam a legalidade do movimento paredista, acirrou mais os ânimos dos mestres, que têm parte dos estudantes a favor da greve, não pela moleza de não ter que estudar, mas sim porque, também, querem um ensino de qualidade, a começar pela recuperação física das escolas e maior segurança para alunos, professores e demais servidores públicos estaduais.

VIGÍLIA

Embora sejam mais de doze mil em toda rede estadual de ensino, o número de professores acampados em frente ao Palácio dos Despachos, na avenida Hermes Fontes, não assustou Jackson Barreto e seus auxiliares diretos, que olhavam lá de cima e viam uma meia dúzia de gatos pingados com sono e já fraquejando. Se a categoria colocar metade da tropa na porta do Palácio, Jackson vai tremer e respeitará os direitos do magistérios, avalia um cidadão, que torce para que a briga cesse e todos saiam ganhando com o diálogo e concessão do que é sagrado para os docentes.

CEACs

Reivindicando melhores salários e condições de trabalho servidores estaduais que trabalham nos Centro de Atendimento ao Cidadão (CEACs) dizem que ficarão de braços cruzados. Ou seja, mais uma greve para aporrinhar os sergipanos. O problema é que o pessoal está de bolso vazio e saco que não está cheio, não para em pé. Bom salário é um direito de todos, inclusive dos barnabés.

LAMENTO

O vereador Iran Barbosa, do PT, lamentou  a decisão do pleno do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe desfavorável ao Agravo Regimental do SINTESE à decisão do desembargador José dos Anjos, que concedeu liminar favorável à ação movida pelo Governo de Sergipe e determinou a suspensão da greve iniciada no dia 18 de maio deste ano. No pleno, sete desembargadores votaram contra o agravo do sindicato dos professores da rede pública estadual e três votaram favoráveis. “Infelizmente, o Tribunal de Justiça de Sergipe tem a tradição de considerar as greves dos trabalhadores ilegais. Mais uma vez, isso se confirmou”, disse o parlamentar, que também é professor da rede pública estadual. Para Iran Barbosa, o entendimento do TJSE desconsidera a luta legítima do magistério estadual em busca de um direito que está sendo negado, desde janeiro deste ano, pelo Governo do Estado, que é o reajuste de 13,01% para o Piso Salarial, que é base para a carreira do Magistério sergipano.

CERTO E ERRADO

Ilegal é lutar por seus direitos, para ter um salário digno e poder exercer com maestria a nobre função de professor ou um Governo que descumpre uma lei federal (a Lei Nº 11.738/2008), válida para todo território, que dá direitos aos docentes? Uma pergunta que pessoas sensatas fazem, ao analise da decisão do pleno do Tribunal de Justiça que julgou pela ilegalidade na greve dos mestres. E mais se pergunta: os nobres juízes estão no TJ, porque tiveram bons professores e hoje, infelizmente, desprezam e não conhecem os direitos daqueles que os fizeram sábios e conhecedores das leis ou já nasceram togados? Isto é o Brasil.


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