Meio Ambiente

População de São Cristóvão revive os áureos tempos da seca no sertão


Embora o solo de São Cristóvão seja uma riqueza em água potável, a população vive o drama da falta do produto e na cidade virou rotina as pessoas transportarem vasilhames de bicas, principalmente de duas instaladas na casa do prefeito Marcos Santana, PMDB, que procura amenizar o problema dos conterrâneos.

Parte da população começa a ser abastecida com as obras emergenciais da prefeitura, mas a maioria sofre com a seca.

Moradores enchem vasilhames para ter água em casa (Foto: Portal Infonet) 

Em São Cristóvão os moradores da parte baixa da cidade já começaram a ter o reabastecimento de água, mesmo que em quantidade fraca. No entanto, a situação ainda é crítica na região alta do município. Para ter água em casa, a população tem se deslocado até chafarizes nas residências de quem tem poço d’água para poder encher vasilhames.

Nesta quinta-feira, obras de perfuração de novos poços foram iniciadas na cidade. A previsão de término é de 30 a 45 dias.

Cidade sem oportunidade de trabalho, com um número estrondoso de desempregados, tem na seca a oportunidade para alguns ganharem uns trocados.

Os botadores de água ganham alguns reais abastecendo as casas daqueles que ainda podem pagar.

É bom lembrar que o município, que já foi a capital de Sergipe e é a quarta cidade mais antiga do País, é na área metropolitana de Sergipe, portanto, o que se vê não dá para acreditar que não estamos no sertão.