Vale o que está escrito

Para onde está indo o dinheiro de Itabaiana; o que faz a prefeita de Carmópolis; tarifa do buzu a quase R$ 3,00


 

Praça

A placa colocada na Praça João Pessoa, em Itabaiana, diz que as obras foram iniciadas em 18 de junho de 2013 com prazo de conclusão em 15 de novembro do mesmo ano. Mas o término está só na placa da empreitada que custa aos brasileiros exatos R$ 507.209,76. E a população cobra o fim. Com cascalho na calçada, o povo tem que dividir espaço com os carros. Eles pedem ação enérgica do prefeito Valmir de Francisquinho (foto).

Indignada

Uma moradora diz que a população está indignada com a demora e transtorno pelo cerco da praça. Um morador diz que o piso foi colocado errado, porque não teve acompanhamento.

Prefeito

O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, diz que a empresa botou piso diferente do projeto licitatório e teve que refazer o serviço. ‘O piso é de péssima qualidade e exigimos o que estava na planilha, não tivemos prejuízo financeiro para o município, só tempo perdido’, garante Valmir.

Dinheiro

Todo prefeito pode receber os recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola. Ele ampara financeiramente as escolas de educação básica da rede pública e as escolas privadas de educação especial que são mantidas por entidades sem fins lucrativos. O recurso é aplicado na melhoria da infraestrutura, autogestão escolar e na elevação dos índices de desempenho da educação.

Furtos

Comerciantes do centro de Aracaju não sabem mais como fazer, para evitar os assaltos e arrombamentos. O empresário Sérgio Antônio já foi visitado várias vezes e numa delas o prejuízo supera os R$ 10 mil. Eles levaram mochilas, bornais, “pochete” e outras mercadorias. Ele já foi obrigado a colocar laje e cerca elétrica, para reforçar a segurança. A coisa está difícil em Aracaju, conta.

Colchões

Talvez querendo dormir melhor, os bandidos têm visitado lojas de colchões no centro de Aracaju, mas em virtude do tamanho da mercadoria, levam outras coisas. Uma das vendedoras diz que chamam a polícia e ela não aparece. Ela lembra que há um ano houve arrombamento pela frente da loja, depois eles passaram a entrar pelo telhado.

Várias vezes

Uma gerente de loja diz que seu estabelecimento foi arrombado várias vezes em menos de um mês. A polícia diz que só pode pegar os marginais com a mercadoria nas mãos deles. Ou seja, o bandido tem que roubar e o próprio chamar a polícia, para mostrar o que furtou. Isto é o Brasil.

Carmópolis

Moradores do povoado Aguada, em Carmópolis, estão revoltados com a indiferença da administração municipal de Esmeralda Cruz (foto). Reclamam da falta de segurança na pista, sem que haja colocação de quebra-mola. Várias crianças já foram mortas, por atropelamento. Eles querem redutores de velocidade e que o ônibus escolar entre no povoado, a fim de evitar o atropelamento. O veículo fica distante e por isso os acidentes se multiplicam. Como a prefeita não age, eles estão abrindo valas na pista, construindo obstáculos, para que os veículos passem a circular com velocidade compatível.

São Conrado

Comunidade do São Conrado, zona sul de Aracaju, reclama de vazamento de água e o problema vem de muito tempo e pode se transformar em foco de dengue, como diz a moradora Edneide dos Anjos, além dos acidentes, porque os carros se desviam dos buracos e vão para cima das pessoas e quem ficar na porta se arrisca a um cheiroso banho de lama.

Buracos

O operador de máquinas João Cesário Pereira diz que é perigoso transitar em algumas ruas do São Conrado, por causa dos buracos. ‘É perigoso quebrar a moto ou o carro. Está muito perigoso transitar em algumas ruas do bairro’, acrescenta.

Deso

O encanador Jerônimo Lisboa diz que funcionários da Deso estiveram em sua rua no São Conrado, abriram buracos e foram embora. Se procurarem o vazamento acham. É só procurar o lugar certo, opina. Enquanto que o cabeleireiro Gilvan Gomes lastima os prejuízos com veículos. Fura pneu e quebra jante. É complicado e quem sofre é a população, diz. A Deso sempre responde que vai mandar uma equipe e acabar com o transtorno. O negócio é saber quando os trabalhadores chegarão e executarão, de fato os reparos. Tem que aguardar. Mas a conta chega antes.

Caçambas

Caçambas e tratores da Prefeitura de Moita Bonita, segundo denúncias, estão a serviço de Pinhão, administrado por Eduardo Marques. Um dos denunciantes diz que está errado, porque os funcionários são de Moita Bonita, que fica a 60 quilômetros, e pagos pela prefeitura cedente. Outro diz que tem várias estradas fechadas em Moita Bonita, por falta de manutenção e o pessoal precisa das estradas para transitar com carroça, galinhota e o gado. Elas estão intransitáveis e as máquinas são levadas para Pinhão.

Moita Bonita

O prefeito de Moita Bonita, Marcos Costa, confirma as máquinas em Pinhão, por conta de um convênio. Vários municípios só tem uma caçamba. ‘Nós fizemos parcerias, para que as caçambas trabalhem em Pinhão e este nos dê assistência, também, para que seja mais viável. Nós temos estradas precisando manter’, completa Marcos.

Pinhão

Eduardo Marques, prefeito de Pinhão, diz que a parceria existe com Moita Bonita. ‘Quando eu peço uma máquina, ela vem com ônus para Moita Bonita e quando ele precisa de qualquer máquina de Pinhão, a gente manda para lá com ônus para Pinhão. E todos têm os serviços’.

Bosco

Também há denúncias de que máquinas de Moita Bonita são usadas para serviços numa fazenda em Monte Alegre de propriedade de Bosco Costa (irmão de Marcos Costa), diretor-superintendente do Detran-SE. Bosco nega qualquer tipo de privilégio. ‘Essa conversa é inverídica. Não existe isso. Se alguém informou isso, está totalmente equivocado. As máquinas que estão lá são de minha propriedade’, garante Bosco.

Agentes

A Comarca de Nossa Senhora do Socorro está com inscrições abertas até o dia 28 de março para a seleção de agentes voluntários de Proteção da Infância e da Juventude. O processo destina-se ao preenchimento de 10 vagas de agentes voluntários cujas atribuições são, dentre outras, proceder a todas as investigações relativas aos menores, seus pais, tutores ou encarregados da sua guarda; cumprir as instruções que lhe forem dadas pelo juiz nos termos da legislação especial sobre o assunto. As inscrições deverão ser realizadas no Fórum Des. Arthur Oscar de Oliveira Déda, localizado na Rua Dr. Manoel dos Passos, s/n°, Centro de Socorro, no período acima determinado, das 8 às 14h. Os interessados devem acessar o edital para saber mais informações ou ligar (79) 3279-3459.

Vereadores

Três parlamentares de Moita Bonita foram ao Fórum de Ribeirópolis, que atende a Moita Bonita, e protocolaram a denúncia contra a Prefeitura de Moita Bonita. A promotoria recebeu e vai investigar o que foi apresentado, através de inquérito civil público. ‘Vamos saber se existe convênio. Vamos tomar as medidas cabíveis’.

Só mato

Há muito tempo que o mato toma conta de uma obra no Bairro Coruja, em Itabaiana. O dinheiro é do Ministério da Saúde e o valor é de quase R$ 220 mil. Na Terra Dura, mesmo município, quase R$ 300 mil do povo estão se acabando numa obra que não termina. Seria uma unidade de saúde. O povo não compreende, como se gasta a grana do povo e querem que conclua a obra, para que o povo não ande mais de sete quilômetros, para assistência médica. O negócio é feito também no Bairro Bananeiras, onde outra unidade de saúde, ao custo de mais de R$ 243 mil, para beneficiar mais de 20 mil pessoas, está inacabada. Todo mundo precisa disso e ninguém conclui. O Ministério da Saúde tem que repassar R$ 600 mil e o município algo em torno de R$ 160 mil. O reflexo de tudo é a má prestação de serviços de saúde para a população, que banca tudo, porque todo custeio público é financiado pelo povo.

Abandono

A administração de Valmir de Francisquinho garante que as obras das unidades de saúde foram paralisadas, porque a empresa abandonou a empreitada, cuja licitação foi ganha em agosto de 2012, para conclusão em outubro de 2013. A firma simplesmente abandonou as obras e acabou. Para vocês verem como brincam com o dinheiro do povo. Se estas obras fossem casas de propriedade de Valmir, será que ele não iria correr atrás do lucro? Mas como é do município, que o povo corra para não ter mais prejuízo.

Por minuto

Quem tem frustração por não ser piloto de Fórmula 1 e busca compensar nas rodovias federais que cortam Sergipe, vai pagar caro pela imprudência que pode ceifar vidas. A PRF informa que um carro por minuto tem sido multado. Teve um louco que passou pelo radar a 170km por hora. Isso no trecho de Itaporanga D’Ajuda, na BR 101. Já na BR-235, entrada de Aracaju, cuja velocidade máxima é de 60km/h, o radar mais parece uma máquina caça níqueis e registra multa a cada minuto. Querem mesmo encher os cofres do Governo Federal. Brasileiro adora se arrebentar. Então multa neles e poderiam até dar umas boas chibatadas, porque colocam seus semelhantes em risco. Não é à toa que somos campeões mundiais em mortes nas estradas.

Assentadas

Segundo dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), foram assentadas 400 famílias em 2013, acima das 308 previstas. O superintendente do Incra, Leonardo Góes, explica que foi positivo e houve avanço na infraestrutura e assistência técnicas dos assentamentos, com investimentos de R$ 24 milhões. Reconhece que existem dificuldades nos preços elevados de terras e questões ambientais, que limitam a atuação em algumas regiões. O que dificulta um pouco. Houve elevação de preços em regiões do agreste e áreas de plantio de cana-de-açúcar.

Quilombolas

O Incra concluiu, praticamente, a titulação definitiva de áreas quilombolas da Lagoa dos Campinhos (Porto da Folha) e Mocambo (Amparo do São Francisco). Em 2013 vários estudos foram feitos e este ano novas comunidades serão delimitadas e cerca de 27 comunidades serão regularizadas. Agora o desafio do Incra, segundo Leonardo Góes, é continuar com os processos de expansão, qualificação e desenvolvimento da reforma agrária.

Embarcações

A Capitania dos Portos está de olhos nas embarcações que navegam no território sergipano e tem feito uma fiscalização rigorosa, verificando o estado dos barcos, como também se os condutores são devidamente habilitados. Isso é para evitar acidentes, inclusive com vítimas. Alguns proprietários são cuidadosos e não têm dissabores, quando abordados.

Tarifa

As empresas de transporte coletivo querem reajuste da tarifa, que passaria dos atuais R$ 2,35 para R$ 2,71. Usuário diz que esperam muito tempo por um ônibus e os ônibus andam lotados demais. Uns dizem que deveria ser um preço mais acessível, uma vez que o serviço é deficiente. José Carlos Amâncio diz que os custos são afetados pela variação dos principais insumos comprados pelas empresas. O reajuste pelo Setransp, que ampara as empresas de transporte coletivo da capital Sergipe, é de 15% e tem que ser aprovado pela Secretaria Municipal de Defesa Social e Cidadania, que informa que recebeu a planilha e não tem prazo para análise e enviar para os vereadores discutirem, votarem, aprovarem ou rejeitarem. Enquanto isso, Cenilda Matias está apreensiva com a possibilidade do novo preço. Para quem recebe o salário mínimo, não pode pagar duas passagens por esse preço. No final do mês, é muito, prevê.

Lamarão

Moradores da Travessa “C-A” e outras vias do Bairro Lamarão reclamam da falta de infraestrutura. Não tem calçamento. É muita lama e poeira, dificultando sair de casa. Seu Joelson dos Santos diz que tem um mapa, onde consta o logradouro, mas informaram a ele que a área não existe. A população está carente de muitas benfeitorias. Os problemas vêm de mais de quinze anos. Há casos de leptospirose, por conta de lama e água parada. As ruas estão precárias, precisamos de uma melhoria, diz.

Nos braços

Maria dos Santos tem um marido com problemas de saúde e ele tem que sair de casa nos braços, porque não entra carro da Samu. A lama é na porta, porque quando chove é para sair de canoa, mas nem canoa temos, para alugar, diz Maria, uma sofredora do Lamarão, relatando que o neto cortou o pé, quando transportava o avô nos braços, para ir ao médico.

Antigo

Sofrimento antigo no Lamarão, segundo José dos Santos, que mora há dez anos no Lamarão. Eles só conhecem a gente no dia da política, porque eles nos procuram, para votar. Depois a gente não vale nada, conta José dos Santos.

Apelo

Seu Roberto mora no Lamarão e diz que tem que levar as crianças no colo para a escola, porque a lama toma conta de tudo e a maré enche e fica pior ainda, porque as fezes invadem a rua e fica um mau cheiro. ‘A gente não suporta mais isso’, completa o morador.

Bugio

Principal praça do Bugio, em Aracaju, é motivo de reclamação de moradores. Marcos diz que o local foi abandonado e não tem explicação. ‘Disseram que iriam colocar uma equipe volante. A gente não viu a equipe e nem o volante’, ironiza.

Brincadeira

José dos Santos diz que não leva mais as crianças para brincar na praça do Bugio, porque está escura e suja.’ Não vejo ninguém limpando’, lastima.

Sem médicos

A comunidade reclama que não tem médico no posto de saúde do Bugio. Romualdo disse que a esposa precisou fazer o pré-natal e não conseguiu. ‘Lá não tem médico  e a gente fica sem saber para onde ir’.


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