Saúde

Novo larvicida contra o Aedes aegypti será usado em SE


Produto contra a Dengue será utilizado a partir de novembro
Produto contra a Dengue será utilizado a partir de novembro (Foto: arquivo SMS)

Um novo larvicida para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, será utilizado em Sergipe a partir do mês de novembro. O Pyriproxyfen tem ação residual de até oito semanas nos reservatórios onde é aplicado, desde que a água não seja utilizada e substituída.

“Esse produto é um novo agente no controle. Ele age interrompendo o crescimento do inseto, principalmente nas fases de larva e pupa (fases aquáticas do mosquito Aedes aegypti que antecede a fase adulta)”, explica Sidney Sá, coordenadora do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

De acordo com a coordenadora, o produto é granulado, de fácil aplicação e dispersão. “Para aplicar esse larvicida, os agentes de endemias não precisam fazer medições complicadas. Basta que realize a cubagem do reservatório (para saber qual é o volume de água que o depósito possui). Com as colheres dosadoras, que serão entregues a todos os agentes de endemias junto com o produto, a quantidade correta será colocada. Esse larvicida é recomendado e aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, ressalta Sidney Sá.

A técnica complementa, ainda, que a substituição do larvicida acontece porque o Aedes aegypti já criou resistência ao que está sendo usado atualmente. Isso acontece, também, pelo uso indiscriminado. “As orientações técnicas repassadas, não só pelos técnicos do Núcleo de Endemias da SES, bem como pelo próprio fabricante, não estão sendo seguidas corretamente. Nós convidamos os 75 municípios a participar de reunião técnica para que fossem apresentados ao novo produto, bem como orientá-los quanto à aplicação do larvicida”, esclarece.

Números da Dengue

Entre janeiro a agosto de 2014, em Sergipe, foram 3.306 casos notificados, 1.489 casos confirmados, 03 casos graves e 03 óbitos. Este ano, até o mês de agosto, ainda foram visitados 17 municípios pela Brigada Itinerante. Os agentes foram em 63.362 imóveis e destruíram 84.962 criadouros e  16.926 focos do mosquito.

Cuidado constante

A coordenadora Sidney Sá reforça que, mesmo com a aplicação dos produtos para combater a proliferação do mosquito, os cuidados tomados pela própria população não podem parar.

“Os agentes de endemias têm um papel fundamental na busca e na destruição dos criadouros. Mas os cuidados em casa e na comunidade são imprescindíveis. É preciso sempre observar os reservatórios e os objetos que possam acumular água dentro e fora de casa, para que não se tornem criadouros do mosquito”, alerta.

A coordenadora do Núcleo de Endemias da SES exemplifica que, “lavanderias, tonéis, pneus, garrafas pet, copos descartáveis, entre outros, podem acumular água parada. Uma tampa de garrafa pet cheia d’água já é o suficiente para que o mosquito possa colocar os seus ovos. Dentro de casa é preciso esvaziar e higienizar o reservatório de água da geladeira e colocar areia nos pratos de vasos de plantas, bem como manter sempre limpas as lavanderias”.


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