Política

Deputada denuncia na Assembleia Legislativa crime ecológico


Ana Lúcia clama pelo fim da degradação ao Rio Japaratuba

 

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A deputada estadual Ana Lúcia foi ao grande expediente onde saudou os estudantes do IFS (Instituto Federal de Sergipe) presentes no plenário, e denunciou a constante degradação que vem acontecendo no Rio Japaratuba, além da luta histórica para reverter essa situação.

 
“A gente vem numa luta muito grande pela recuperação da bacia do Rio Japaratuba, e nesse momento as entidades e movimentos sociais de Japaratuba e Pirambu estão com uma petição online. Porque tem uma fazenda que há 25 anos aterrou o rio, e tem prejudicado a foz do Rio Japaratuba fora a degradação que a bacia vem sofrendo. Esse fenômeno vem sendo estudado por um professor da rede estadual e é tema de pesquisa de doutorado na UFS”, informou Ana Lúcia.

 
Em seu pronunciamento, a deputada e professora faz o apelo a população que ajudem a frear a poluição e destruição da bacia do Rio Japaratuba, que ainda é fonte de sustento de centenas de famílias.

 

Ainda no grande expediente, a deputada analisou a cultura da corrupção que vem se arrastando desde o período de colonização do país. Para ela “a corrupção está introjetada no comportamento das pessoas”.

 

“Quando eu estou praticando uma infração no trânsito que o guarda vem e que me multa, e eu proponho dar uma propina para ele isso é corrupção. Quando eu tenho que dar a minha aula, ou receber um paciente naquele momento e eu engano e não atendo, e recebo por isso depois, o nome disso é corrupção. A corrupção não é só pegar o dinheiro público e fazer caixa 2, a corrupção está na cultura que precisamos romper, e neste momento nós estamos vivendo um processo de disputa eleitoral onde há uma predominância da visão política como uma mercadoria e um grande negócio onde abre um forte precedente para comportamentos corruptos e corruptores”, exemplificou a parlamentar.

 

Ana colocou na tribuna que nesse período de campanha muitos cidadãos e cidadãs tem recebido de 200 reais para cima para colocar placas de alguns candidatos, mas muitas dessas pessoas não aceitam denunciar o esquema de compra de voto. Alguns cabos eleitorais chegam a receber até R$60.000 para distribuir esse dinheiro e dar ‘santinhos’.
A deputada estadual reclama que o senso comum é de que o deputado ganha muito dinheiro e por isso deve distribuir benefícios no período de eleições, mas isso não reflete a realidade daqueles que tem compromisso. Enfatizou que é preciso mudar a estrutura política dessa nação, e isso vai para além do período eleitoral, é preciso mudar o Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, a Assembleia Legislativa e outras instâncias.

 

“Nós precisamos da democracia direta, nós precisamos controlar os poderes, nós precisamos saber o que acontece com os recursos desses poderes, porque a situação do crime organizado nesse país é muito grave, a agiotagem nesse período eleitoral é muito forte, sabe o que é agiotagem? É aquela pessoa que tem muito dinheiro que empresta aos desesperados cheios de dívidas, depois eles cobram do jeito que eles querem, e isso não entra nos impostos que mantêm as políticas públicas voltadas para a educação, para a saúde, para a segurança, a cultura, são os impostos, são as taxas, mas esse é o país onde as grandes fortunas não pagam nada, quem paga são os funcionários públicos, e os trabalhadores da rede privada que tem descontado diretamente do seu salário o imposto de renda”, acrescentou.


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